sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
quando tu
na falta do que dizer, fico.
mudo.
só canto para os amigos.
para os amores.
só rio para os bem- vindos.
todos.
quando tento me enganar
o dia me dá seus remédios
ou venenos.
e o sol me mostra.
simples,
aprendo.
não vale a pena esperar.
e sigo.
sendo
mudo.
só canto para os amigos.
para os amores.
só rio para os bem- vindos.
todos.
quando tento me enganar
o dia me dá seus remédios
ou venenos.
e o sol me mostra.
simples,
aprendo.
não vale a pena esperar.
e sigo.
sendo
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
se a saudade viesse
me lembrando você
e o sonho esquecesse
de adormecer
eu rimava baixinho
pra você escutar
nesse quarto de ninho
e esse incenso no ar;
o cenário foi se transformando
e ficou assim.
o banheiro é a direita
a cozinha a esquerda
dentro da geladeira tem água
fica a vontade,
e na volta
vê se ama de verdade
que de mentira já tô cheioigual cena de teatro.
e no entanto não sei como dizer
como comer, como tomar
como tirar de dentro e colocar
bem
em frente
aos olhos, e então atacar com os dentes.
o meu estômago te ama!
abandonei minha pele
e fui a sua busca.
queria transformar-me em ti
vestir-me de ti
queria sua carne grudada em meu corpo.
seria eu o lobo que você queria?
e você ficou ali
parada ,calada
nua
cor de ébano e âmbar
e ainda esperava
o preâmbulo da divina comédia
das fadas;
--fez-se um vento
e a cortina voou longe
e nunca
mais
foi vista
vermelha que voava
como lingua solta no céu cinza
e só ouvi notícia
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
poeminha 2
NOITE
quando depois do cansaço
sem o aço da reluzência
só o lenço da colorência
os olhos dos desejos dos seres.
quando depois do cansaço
sem o aço da reluzência
só o lenço da colorência
os olhos dos desejos dos seres.
poeminha 1
torcer um livro
e do caldo amarelado e nutritivo
captar bebendo
o gosto
o peso
e o alimento
o tempo nas letras impressas
o cheio do contorno
o mito do tesouro.
e do caldo amarelado e nutritivo
captar bebendo
o gosto
o peso
e o alimento
o tempo nas letras impressas
o cheio do contorno
o mito do tesouro.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
cartaz:
tudo abandono
lá, distante
como se visto num muro qualquer.
mas aqui
dou comigo mesmo sem expectativas
de um dia de sol,
não mesmo.
mas o sol vem, inevitável
que bom!
pois sei que sou irmão do sol
e nem sei se sou ele mesmo,
pois me preenche como água tomada de manhã
como cachoeira como se fosse minha irmã;
no momento cato fios num quarto escuro.
mas já desbravei o mundo, com você.
então cada fio é ponte
em cartas, desejos e palavras mas que não podem dizer
a quantidade do momento.
se pudessem diriam: a imensidão do momento agora
(in lócus) ligado a muitos outros tão verdadeiros quanto,
onde a imaginação é ser vivente
e atuante, e imagino se não sou/estou em outro lugar
senão aqui, agora.
não, não estou; estou aqui, agora.
emfim enxergo a tela na minha frente
e o devaneio se esvai como vontade flutuante,
vontade de mil, que como luzes se colam na retina;
flutuante querendo abarcar tudo que vê.
ah, imaginação, que me "engana"
e parece um outro eu (inteiro)
como se discutisse o melhor ponto de vista
pra se ser.
tudo abandono
lá, distante
como se visto num muro qualquer.
mas aqui
dou comigo mesmo sem expectativas
de um dia de sol,
não mesmo.
mas o sol vem, inevitável
que bom!
pois sei que sou irmão do sol
e nem sei se sou ele mesmo,
pois me preenche como água tomada de manhã
como cachoeira como se fosse minha irmã;
no momento cato fios num quarto escuro.
mas já desbravei o mundo, com você.
então cada fio é ponte
em cartas, desejos e palavras mas que não podem dizer
a quantidade do momento.
se pudessem diriam: a imensidão do momento agora
(in lócus) ligado a muitos outros tão verdadeiros quanto,
onde a imaginação é ser vivente
e atuante, e imagino se não sou/estou em outro lugar
senão aqui, agora.
não, não estou; estou aqui, agora.
emfim enxergo a tela na minha frente
e o devaneio se esvai como vontade flutuante,
vontade de mil, que como luzes se colam na retina;
flutuante querendo abarcar tudo que vê.
ah, imaginação, que me "engana"
e parece um outro eu (inteiro)
como se discutisse o melhor ponto de vista
pra se ser.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
da serie auto- ajuda
saber eu não sei,
não sei ser rei.
se errei digo que sei e que já nem sei
que já me esqueci dos erros tortos,
dos mares mortos
das poças portos
deu labirintite no meu esquema e
abandonei-o grávido de dez anos
já tava oco e quando caiu foi igual folha no chão
fez: .
sobrou só o mandráculo do radinho de pilha
que o zé celso tirou do cú daquele cara
bem em cena,
aí pra não fazer feio
joguei no balde de graxa-d'água
toda a camurça que cobria minha língua. foi estúpido
guardar tudo por tanto tempo
e olha que não tinha mais do que uma moeda de ouro de dez centavos
que eu deixei ali mesmo, no chão.
e eu comendo parafuso
cagando idéia
raspando poste....
foi inútil.
o ventilador lá de casa já num tava imitando nem arnaldo antunes
vivia dentro da geladeira aquele mofo metálico graal
aquela gralha mofétida, boçal
aquele vício. foi difícil
mas transpareceu,
depois da picareta da britadeira da marreta
e daquele "ooooohhhhh, se oriente"
só sobrou a planta,
a planta a planta
e a semente
não sei ser rei.
se errei digo que sei e que já nem sei
que já me esqueci dos erros tortos,
dos mares mortos
das poças portos
deu labirintite no meu esquema e
abandonei-o grávido de dez anos
já tava oco e quando caiu foi igual folha no chão
fez: .
sobrou só o mandráculo do radinho de pilha
que o zé celso tirou do cú daquele cara
bem em cena,
aí pra não fazer feio
joguei no balde de graxa-d'água
toda a camurça que cobria minha língua. foi estúpido
guardar tudo por tanto tempo
e olha que não tinha mais do que uma moeda de ouro de dez centavos
que eu deixei ali mesmo, no chão.
e eu comendo parafuso
cagando idéia
raspando poste....
foi inútil.
o ventilador lá de casa já num tava imitando nem arnaldo antunes
vivia dentro da geladeira aquele mofo metálico graal
aquela gralha mofétida, boçal
aquele vício. foi difícil
mas transpareceu,
depois da picareta da britadeira da marreta
e daquele "ooooohhhhh, se oriente"
só sobrou a planta,
a planta a planta
e a semente
domingo, 15 de junho de 2008
sem títudo
hoje eu queria que vc me mandasse
uma mensagem via parede, labirinto
uma luz da sua cara lavada de espelho
celular pela janela sem dono
balões subindo pelo cano da cozinha
vermelhos. de mim
hoje ouvi a palavra amor mesmo
vermelhos geografia
numa tela submersa
vermelhos- ficção
como se ela não existisse antes tatuagem
vermelhos
e os riscos ficaram pelo meu corpo
como unhas que me quisessem demais.
hoje eu quis destruir o meu quarto
a marteladas
abrir o espaço duro
e deixar só
o teto
da lua
do futuro
e gotas diluídas
de chuvas e cristais
uma mensagem via parede, labirinto
uma luz da sua cara lavada de espelho
celular pela janela sem dono
balões subindo pelo cano da cozinha
vermelhos. de mim
hoje ouvi a palavra amor mesmo
vermelhos geografia
numa tela submersa
vermelhos- ficção
como se ela não existisse antes tatuagem
vermelhos
e os riscos ficaram pelo meu corpo
como unhas que me quisessem demais.
hoje eu quis destruir o meu quarto
a marteladas
abrir o espaço duro
e deixar só
o teto
da lua
do futuro
e gotas diluídas
de chuvas e cristais
sábado, 14 de junho de 2008
sem título
o sol nasceu
a festa acabou
o mendigo decerto ainda não acordou
o galo cantou
e ainda canta
irmanando- se à manhã que se levanta
João Cabral, Caio Fernando
Eli, Drummond.
O borbond secou,
a garota deu
não pra mim
a outra sim,
o cara bateu
o outro matou
o povo cantou
e aquele bebeu
o sangue o vômito
o lixo a solidão
o outro acordou.
e nem olhou.
o amor mudou;
no japão escureceu
e aqui a luz entrou
o dia raiou.
meu amor é o mesmo
a minha mente imaginou,
meu peito desejou
e nada aconteceu.
pelo menos hoje. a noite acabou
a madrugada passou
a estrela se escondeu
o cara bebeu bebeu bebeu
e chorou
como um palhaço sem coreto
um arquiteto sem teto
um pintor sem objeto
um andarilho sem seu traje de feltro.
Cães eletrônicos latem
na minha cabeça.
isso é justo?
cães surdos que latem!
lata.
lata- infinito.
só o infinito é mensurável.
a festa acabou
o mendigo decerto ainda não acordou
o galo cantou
e ainda canta
irmanando- se à manhã que se levanta
João Cabral, Caio Fernando
Eli, Drummond.
O borbond secou,
a garota deu
não pra mim
a outra sim,
o cara bateu
o outro matou
o povo cantou
e aquele bebeu
o sangue o vômito
o lixo a solidão
o outro acordou.
e nem olhou.
o amor mudou;
no japão escureceu
e aqui a luz entrou
o dia raiou.
meu amor é o mesmo
a minha mente imaginou,
meu peito desejou
e nada aconteceu.
pelo menos hoje. a noite acabou
a madrugada passou
a estrela se escondeu
o cara bebeu bebeu bebeu
e chorou
como um palhaço sem coreto
um arquiteto sem teto
um pintor sem objeto
um andarilho sem seu traje de feltro.
Cães eletrônicos latem
na minha cabeça.
isso é justo?
cães surdos que latem!
lata.
lata- infinito.
só o infinito é mensurável.
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