a Alberto
eis que a rosa se deita
caliente, silente
bem em frente a janela de sua alma.
como crer e decifrar
essa beleza infinda porque incompleta?
ser da cor de suas asas o âmago de seu desejo
e ser de dentro essa amplitude de paisagem
que derrama em seu sertão
toda vertigem de oásis cálido, molhado.
eu ví como vagavas de olhos abertos
no devaneio dos mundos de amor
e voando, se fazia nu
vestindo apenas fantasias de um corpo sedento,
fazendo apenas melodias incertas e precisas
quando seguia expandindo os espaços de seus horizontes secos.
eis que se chega em uma fonte
tão escondida que revelada, pois desejada ardentemente,
e jorrava até milhões de espaços além de teus olhos.
e ví o rastro dessa fonte selvagem, senti seu cheiro,
em pleno mar. e olhava para as montanhas.
tão distantes que seria possível?
e escorre o fio de água doce,uma poça, pura cristalina
iluminada pelo sol dentro dos olhos do homem amante,
que hoje se faz homem, que descobriu na noite
e no calor, movimento do fogo
vencendo medo e vontade de morte, bebendo fogo tão íntimo,
o que é vir a ser o homem, um homem.
nas canções que perpassam amores
de planta nascida em sertão ardente
eis que brilha uma estrela
e de longe te marca na pele, com fogo,
o brilho de saber-se um, uno.
ah! olhos de cosmos
vida de vento
fogo de ar...
o menino saboreando a fruta
sem saber que a fonte infinda
e o sabor da manhã eram a própria vida
inteira e íntima e desconhecida,
que virou quintal a árvore e a respiração.
volta a noite pro coração do homem
que é onde as estrelas brilham
e o medo um vácuo de nada existir
e espaço e surdez e vazios
vagando errantes e solitários.
que pedra que voa!
que ar ao redor!
dessa noite tão incógnita e vasta e pura.
e vasto no coração do homem.
ele acorda,
vê o pássaro
deitada no botão do dia,
e viu que era manhã cedo
e a música que tocava era da aurora dos dias
e viu que tinha café, pão e fruta
e viu que a vida realmente acontecia
dentro e móvel
do seu âmago mais profundo
querido e desejado.
abriram-se o dia e a noite
só que agora
já não era vasta e vazia e horrenda
mas sim, o deitar na pétala de uma flor
e ser o tempo
como se todas as estrelas brilhassem
no seu peito agora.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
amor
a-tem-po-ral,
que o amor seja uma fonte.
que guardo (livre) em minha infância.
a des-cobrir-me
a in-ventar-me,
a es-correr
na boca da aurora
da manhã seguinte
que o amor seja uma fonte.
que guardo (livre) em minha infância.
a des-cobrir-me
a in-ventar-me,
a es-correr
na boca da aurora
da manhã seguinte
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
blá blá blá
tô cansado
de saber que você
tá cansada
de saber que eu
tô cansado
de saber que você
tá cansada.
de saber que você
tá cansada
de saber que eu
tô cansado
de saber que você
tá cansada.
sábado, 14 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
norte pra razão
libra já me dava seus indícios há bastante tempo.
esse lance de contar quantos passos de um poste pro outro,
de procurar a letra do meio pra clicar na palavra
de prender a respiração de um ponto a um outro
de mudar de opinião várias vezes num discurso,
ou num curso de idéias.
esse lance de equilibrar
pode mesmo ser de libra,
ou pode simplesmente ser indício
do desequilíbrio em mim.
de procurar em mim, a título de brincadeira,
um espaço, um tempo,
e fixar nele um norte pra razão.
esse lance de contar quantos passos de um poste pro outro,
de procurar a letra do meio pra clicar na palavra
de prender a respiração de um ponto a um outro
de mudar de opinião várias vezes num discurso,
ou num curso de idéias.
esse lance de equilibrar
pode mesmo ser de libra,
ou pode simplesmente ser indício
do desequilíbrio em mim.
de procurar em mim, a título de brincadeira,
um espaço, um tempo,
e fixar nele um norte pra razão.
norte pro sentimento
esse é doido.
quem conhece o sertão?
eu não conheço. mas já fui várias vezes.
sentimento é tipo isso:
o espaço dilatado
nas veias da imaginação.
nesse espaço-tempo
inclui-se então o amor/paixão por alguma coisa.
e isso é centelha do universo,
ou seja, coisa de dimensão.
o visível, o não visível
e a opinião. o inventar
o inventar e de novo inventar.
o que é o amor senão uma grande invenção?
quem conhece o sertão?
eu não conheço. mas já fui várias vezes.
sentimento é tipo isso:
o espaço dilatado
nas veias da imaginação.
nesse espaço-tempo
inclui-se então o amor/paixão por alguma coisa.
e isso é centelha do universo,
ou seja, coisa de dimensão.
o visível, o não visível
e a opinião. o inventar
o inventar e de novo inventar.
o que é o amor senão uma grande invenção?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
quando tu
na falta do que dizer, fico.
mudo.
só canto para os amigos.
para os amores.
só rio para os bem- vindos.
todos.
quando tento me enganar
o dia me dá seus remédios
ou venenos.
e o sol me mostra.
simples,
aprendo.
não vale a pena esperar.
e sigo.
sendo
mudo.
só canto para os amigos.
para os amores.
só rio para os bem- vindos.
todos.
quando tento me enganar
o dia me dá seus remédios
ou venenos.
e o sol me mostra.
simples,
aprendo.
não vale a pena esperar.
e sigo.
sendo
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
se a saudade viesse
me lembrando você
e o sonho esquecesse
de adormecer
eu rimava baixinho
pra você escutar
nesse quarto de ninho
e esse incenso no ar;
o cenário foi se transformando
e ficou assim.
o banheiro é a direita
a cozinha a esquerda
dentro da geladeira tem água
fica a vontade,
e na volta
vê se ama de verdade
que de mentira já tô cheioigual cena de teatro.
e no entanto não sei como dizer
como comer, como tomar
como tirar de dentro e colocar
bem
em frente
aos olhos, e então atacar com os dentes.
o meu estômago te ama!
abandonei minha pele
e fui a sua busca.
queria transformar-me em ti
vestir-me de ti
queria sua carne grudada em meu corpo.
seria eu o lobo que você queria?
e você ficou ali
parada ,calada
nua
cor de ébano e âmbar
e ainda esperava
o preâmbulo da divina comédia
das fadas;
--fez-se um vento
e a cortina voou longe
e nunca
mais
foi vista
vermelha que voava
como lingua solta no céu cinza
e só ouvi notícia
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
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